Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Pedra rúnica mais antiga do mundo pode ter sido gravada por uma mulher

Pedra rúnica mais antiga do mundo pode ter sido gravada por uma mulher

Uma descoberta arqueológica na Noruega está lançando luz sobre as origens da escrita rúnica. Fragmentos de uma pedra rúnica, com idade estimada entre 1.700 e 2.070 anos, foram encontrados em um antigo cemitério na cidade de Hole. Essa é a primeira pedra do tipo a ser datada com precisão e pode ter sido esculpida por uma mulher, segundo os pesquisadores.

As runas eram um sistema de escrita utilizado pelos antigos povos germânicos antes da adoção do alfabeto latino. Elas permaneceram em uso na Escandinávia e no norte da Europa até o fim da Era Viking. Os vikings utilizavam uma variação mais jovem do alfabeto futhark, mas os exemplos mais velhos desse sistema são escritos no futhark antigo, cuja origem ainda não é totalmente compreendida pelos especialistas. 

Antes dessa descoberta, os registros mais antigos conhecidos de runas eram de um pente de osso e uma faca de ferro encontrados na Dinamarca, ambos datados do século II.

A pedra norueguesa foi encontrada no sítio arqueológico de Svingerud e estava fragmentada em várias partes espalhadas por diferentes sepulturas. Os arqueólogos conseguiram encaixar esses pedaços como um quebra-cabeça, concluindo que todos pertenciam originalmente a uma única laje de arenito. 

A datação de restos cremados e carvão encontrados nas sepulturas revelou que os enterros ocorreram durante a Idade do Ferro romana.

As inscrições na pedra variam entre runas identificáveis e símbolos de significado incerto, que podem ser apenas ornamentais ou tentativas estilizadas de escrita. Isso sugere que diferentes pessoas podem ter gravado a pedra ao longo do tempo. 

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