
Pesquisadores tiveram uma nova ideia para os sinais que os astronautas devem procurar em Marte para encontrar vida. Em novo estudo, o grupo analisou fósseis microbianos terrestres incorporados ao gesso mineral produzido quando o Mar Mediterrâneo secou, há mais de 5 milhões de anos.
Marte já foi um local úmido com rios e lagos e até um oceano que existiu por lá entre 4,1 e 3,7 bilhões de anos atrás. Toda essa água líquida desapareceu, tanto por congelamento nas calotas polares ou no permafrost abaixo da superfície, quanto por evaporação para a atmosfera.
Quando a água se vai, ela deixa para trás evidências de sua passagem. Uma dessas marcas é a presença de minerais de sulfato que estavam dissolvidos no líquido antes de sua evaporação.
Dentre esses minérios está o gesso, que “foi amplamente detectado na superfície marciana e é conhecido pelo seu excepcional potencial de fossilização”, disse Youcef Sellam, estudante de doutorado na Universidade de Berna, em comunicado.
“Ele se forma rapidamente, prendendo microrganismos antes que ocorra a decomposição e preserva estruturas biológicas e bioassinaturas químicas”, explica Sellam.
O cientista viajou para seu país de origem, a Argélia, para coletar amostras de gesso de uma pedreira chamada Sidi Boutbal. A antiga área de mineração está localizada em uma região que outrora esteve sob as águas do Mediterrâneo.
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