
Pescadores capturaram um peixe invasor próximo a vila de Taipu de Dentro, no sul da Bahia. O animal foi encontrado em um estuário, região de transição entre o rio e o mar, o que acende um alerta para a possível expansão dessa espécie em ambientes costeiros nacionais.
O peixe-leão (Pterois volitans) é uma espécie nativa do oceano Indo-Pacífico, onde habita regiões próximas a recifes de coral. No Brasil, é considerado invasor: seus potenciais predadores não o reconhecem como uma ameaça, o que favorece sua rápida expansão.
Sem controle natural, os espécimes se alimentam de forma voraz, consumindo até 30 peixes a cada 20 minutos. Sua reprodução também é acelerada, uma única fêmea pode liberar cerca de 30 mil ovos a cada ciclo, com novos indivíduos surgindo a cada 26 dias.
Na fase adulta, esses animais podem alcançar 47 centímetros com 18 espinhos venenosos que, ao perfurarem a pele humana, injetam toxinas capazes de causar necrose no local, náuseas, febre e até convulsões. O INEMA (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) informa que, ao entrar em contato acidental com o peixe, a pessoa deve procurar imediatamente o posto de saúde mais próximo.
A organização Mergulho Consciente, que trabalha na região, comunicou que uma força-tarefa de contenção do peixe-leão está em andamento, com apoio de pesquisadores da Bahia. Como parte das ações, a prefeitura do município elaborou um guia de orientação para casos de avistamento ou captura do animal.
A primeira identificação de um espécime de peixe-leão no Brasil ocorreu em 2014, no litoral do Rio de Janeiro. Desde então, eles se espalharam pela costa nacional e foram encontrados até no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. As informações são do g1.
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