
Uma equipe internacional liderada pelo Instituto Max Planck de Astronomia mapeou gases frios e densos em futuros berçários de estrelas na Galáxia do Redemoinho. Essa pesquisa é importante, pois ajudará a compreender as condições dentro dessas nuvens durante os estágios iniciais da formação estelar fora da Via Láctea.
Essas nuvens de poeira e gases são fundamentais para a origem das estrelas no Universo. Compreender sua composição e distribuição nas galáxias é essencial para a compreensão das populações estelares. Além disso, pesquisas desse tipo podem revelar as fases iniciais do nascimento de uma estrela.
A equipe utilizou dados do programa de observação em larga escala conhecido como Surveying the Whirlpool at Arcseconds with NOEMA (SWAN) para medir a radiação emitida por moléculas específicas, como o cianeto de hidrogênio e o diazenílio. Essa técnica de medição foi aplicada em uma área de 20 mil anos-luz dentro da Galáxia do Redemoinho.
“Para investigar as fases iniciais da formação estelar, onde o gás se condensa gradualmente para eventualmente produzir estrelas, devemos primeiro identificar estas regiões”, diz Sophia Stuber, estudante de doutoramento no MPIA em Heidelberg e primeira autora do artigo de investigação, à Universidade de Bonn. “Para isso, normalmente medimos a radiação emitida por moléculas específicas que são particularmente abundantes nestas zonas extremamente frias e densas.”
Foram realizadas cerca de 214 horas de observações do programa SWAN, além de outras 70 horas de levantamento feito com telescópio de 30 metros na Espanha. As medições da radiação das moléculas foram possíveis devido à curta distância entre a Via Láctea e a Galáxia do Redemoinho.
Um dos líderes do projeto SWAN é o professor Frank Bigiel, do Instituto Argelander de Astronomia da Universidade de Bonn (Alemanha).
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