
Uma pesquisa publicada recentemente no The Astrophysical Journal Letters pode resolver um mistério de décadas em torno de um aglomerado de estrelas de formato estranho no coração da galáxia de Andrômeda. Também pode ajudar os astrônomos a entender melhor o processo de como as galáxias crescem ao se alimentarem umas das outras.
Quando duas galáxias colidem, os buracos negros supermassivos em seus núcleos liberam um “chute” gravitacional devastador, semelhante ao recuo de uma espingarda. O novo estudo, liderado pela Universidade do Colorado, em Boulder (CUB), sugere que esse chute pode ser tão poderoso que pode lançar milhões de estrelas em órbitas instáveis.
“Quando os cientistas olharam pela primeira vez para Andrômeda, eles esperavam ver um buraco negro supermassivo cercado por um aglomerado de estrelas relativamente simétrico”, disse Ann-Marie Madigan, membro do Instituto Conjunto do Laboratório de Astrofísica (JILA), um órgão de pesquisa compartilhado entre a CUB e o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). “Em vez disso, eles encontraram essa massa enorme e alongada”.
Segundo o site Phys, na década de 1970, cientistas lançaram balões no alto da atmosfera da Terra para observar de perto a luz ultravioleta de Andrômeda, a galáxia mais próxima da Via Láctea.
Essas observações foram acompanhadas pelo telescópio espacial Hubble, na década de 1990, chegando a uma descoberta surpreendente: tal qual a nossa própria galáxia, Andrômeda tem a forma de uma espiral gigante.
No entanto, a área rica em estrelas perto do centro da espiral não é como se imaginava – as órbitas dessas estrelas assumem um formato ovalado estranho, como se alguém esticasse um pedaço de “slime”.
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