
Mais um conclave começou nesta quarta-feira (07), no Vaticano. Ao longo deste processo, no qual cardeais elegem papas, a chaminé da Capela Sistina fica sob atenção máxima. Quando sai fumaça preta, significa que não houve consenso. Fumaça branca, Habemus Papam (traduzindo: “temos um papa“).
Afinal, como o Vaticano faz fumaça do conclave ficar preta ou branca? A resposta curta e simples é: usa-se um sistema eletrônico com cartuchos pirotécnicos. Ele gera fumaças de cores distintas e controla a dispersão no ar. Agora, vamos à resposta longa.
Uma equipe usa lactose e naftalina para gerar as fumaças branca e preta, respectivamente. Essas substâncias reagem à combustão, de maneira controlada, e geram partículas visíveis para quem está na Praça São Pedro.
Esse é o método moderno, implementado em 2005 e criado por Massimiliano De Sanctis, especialista em fogos de artifício, segundo a agência de notícias Reuters (via G1). O tradicional era baseado na queima de cédulas de papel e palha úmida. O problema: nem sempre a fumaça produzida era intensa o suficiente.
Em entrevista à Reuters, o especialista explicou que o sistema atual usa dois fogões conectados à mesma chaminé. Um deles, mais antigo, serve para queimar as cédulas da votação. O outro – moderno e eletrônico – recebe o cartucho de fumaça com seis cápsulas interligadas.
Cada cartucho tem seis granadas conectadas em série, que liberam fumaça de forma contínua [por sete minutos].
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