
Vladimir Putin não foi dissuadido de nenhum dos planos do programa espacial russo. Em evento solene realizado no último dia 12, o presidente da Rússia disse que todos os planos previamente antecipados pela indústria aeroespacial do país seguirão seus respectivos cursos, “apesar das dificuldades e tentativas do exterior de impedir este movimento”.
Por “dificuldades”, o presidente russo provavelmente se refere às sanções internacionais impostas ao seu país após este invadir a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 – dando início a uma guerra que ainda está em curso e que, até agora, matou algo entre quatro e 15 mil pessoas (números realistas estão bem variados dependendo da fonte usada).
Desde o começo da guerra russo-ucraniana, a Rússia vem perdendo muito terreno no setor aeroespacial: além de sanções impostas pelos EUA, diversos (agora ex) parceiros decidiram virar as costas em projetos importantes – alguns, já até encaminhados – com a Roscosmos, a agência espacial do país.
Mais notável foi a ESA, que ao mesmo tempo revogou dois projetos de grande porte com a Rússia: a agência espacial europeia confirmou que não vai mais fazer parte da série de missões Luna, em direção à Lua; também cancelou o lançamento do rover Rosalind Franklin como parte da missão ExoMars, em direção à Marte – ambas usariam foguetes Soyuz (russos) para o transporte.
Mais além, a empresa de internet via satélite OneWeb anunciou não só que deixará de usar os foguetes russos para posicionar seus satélites em órbita, como confirmou que o transporte deles agora será uma responsabilidade da SpaceX – sua principal concorrente no setor.
Mesmo assim, o presidente Vladimir Putin segue incólume em sua fé no programa espacial russo: “nós vamos implementar todos os planos mapeados de forma consistente e persistente, mesmo diante de quaisquer dificuldades e tentativas do exterior e nos impedir”, disse o mandatário durante uma homenagem ao major soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar ao espaço.
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