
No último fim de semana, o governo dos EUA confirmou ter destruído três instalações nucleares no Irã (Fordow, Natanz e Esfahan), sob o argumento de defesa de Israel – o que reacendeu o temor de uma possível Terceira Guerra Mundial. A ação levantou discussões sobre os riscos de um conflito nuclear e o impacto que uma bomba atômica teria atualmente sobre uma cidade populosa.
Até hoje, os únicos ataques nucleares realizados em situação de guerra aconteceram em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA lançaram duas bombas sobre o Japão com o objetivo de forçar a rendição do país e pôr fim ao conflito que já durava seis anos.
A primeira bomba, chamada Little Boy, foi lançada sobre Hiroshima no dia 6 de agosto. Com 72 kg de urânio, ela explodiu cerca de 43 segundos após ser liberada de uma altitude de mais de 10 mil metros. A explosão teve força equivalente a 13 mil toneladas de TNT, destruindo tudo num raio de dois quilômetros.
Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente. A cidade ficou coberta por uma nuvem em forma de cogumelo, bloqueando o sol e provocando uma chuva negra, carregada de partículas radioativas. Até o fim daquele ano, outras 60 mil pessoas morreriam devido às sequelas da radiação.
Três dias depois, a cidade de Nagasaki foi o segundo alvo. A bomba, batizada de Fat Man, era de plutônio e ainda mais potente que a anterior. A explosão destruiu uma área de 3 por 5 quilômetros, matando cerca de 35 mil pessoas na hora. Nos anos seguintes, outras 100 mil pessoas morreram em decorrência dos efeitos da radiação.
Esses ataques permanecem como os únicos registros de uso de armas nucleares em combate. Desde então, vários tratados internacionais foram criados para impedir novos ataques desse tipo. Entre os principais estão o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), que buscam restringir a produção, os testes e o uso de armas nucleares no mundo.
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