
Milhares de anos antes que os povos antigos da Eurásia Central começassem a cultivar alimentos, grupos de caçadores-coletores no subártico construíram os primeiros assentamentos fortificados permanentes do mundo. A conclusão faz parte de um estudo foi publicado na revista Antiquity e desafia a noção de que a agricultura era um pré-requisito para as sociedades se “estabelecerem”.
De acordo com uma equipe internacional de arqueólogos, liderada por pesquisadores da Universidade Livre de Berlim, ambos os locais desafiam a noção tradicional do que os grupos de caçadores-coletores eram capazes. Segundo eles, não foram as comunidades agrícolas na Idade da Pedra que construíram esses assentamentos fortificados permanentes.
Nossos novos exames paleobotânicos e estratigráficos revelam que os habitantes da Sibéria Ocidental levavam um estilo de vida sofisticado baseado nos abundantes recursos do ambiente taiga.
A taiga da Sibéria Ocidental é um habitat florestal de coníferas às vezes pantanoso presente no subártico. Por volta de 6.000 a.C., a taiga perto de Amnya teria abrigado rebanhos de alces e renas, enquanto o rio possibilitaria a pesca de peixes.
Embora não esteja totalmente claro o que as fortificações de Amnya estavam protegendo e de quem, os pesquisadores suspeitam que o local continha comida excedente. Restos de cerâmica intrincadamente decorada encontrados no local provavelmente eram usados para manter os alimentos.
Os pesquisadores também não sabem ao certo se as construções foram habitadas ou defendidas durante todo o ano. Mas, pelo menos durante alguns meses, elas parecem ter sido o local de fixação de um grupo de caçadores-coletores no oeste da Sibéria.
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