Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Relatório acusa Universidade Harvard de manter restos mortais de nativos e escravos: possível constatação de racismo

Relatório acusa Universidade Harvard de manter restos mortais de nativos e escravos: possível constatação de racismo

De indígenas à africanos. Seres humanos que foram explorados, escravizados e nem tiveram o corpo velado sob o olhar dos seus familiares. Onde ficaram os restos mortais? Na Universidade de Harvard. Pelo menos é o que diz um relatório que vazou, nesta quinta-feira (2), informando que pelo menos 7 mil corpos de nativos norte-americanos e 19 de descendentes africanos possivelmente escravizados continuam no Museu Peabody de Arqueologia e Etnografia da faculdade.  

Caso a denúncia seja comprovada, tudo indica que uma lei federal de 1990 foi desrespeitada por uma das Universidades de maior renome do mundo.  

Segundo a legislação norte-americana, os restos mortais deveriam ser enviados aos familiares, mesmo que, para isso, seja necessária uma investigação para encontrar descendentes apropriados ou grupos de afinidades. Do contrário, há um nítido exemplo de racismo estrutural e institucional. 

No entanto, há muitas controvérsias na notícia. Um comitê composto por curadores de museus, professores e funcionários da faculdade preferiu se ausentar dos comentários. 

O grupo tem como integrante o renomado estudioso afro-americano Henry Louis Gates Jr, que também não se manifestou sobre o assunto.  

A história foi divulgada por um repórter da Crimson Education, uma consultoria fundada por ex-alunos de Harvard, que está sendo amplamente criticado.

Compartilhe