
Na semana passada, o diretor geral da agência espacial russa (Roscosmos), Dmitry Rogozin, ameaçou até deixar um astronauta americano na Estação Espacial Internacional (ISS). Hoje (14), o executivo russo pediu que agências espaciais de todo o mundo – incluindo a NASA, ESA e a canadense CSA – revoguem as pesadas sanções econômicas impostas à Rússia desde que o presidente Vladimir Putin autorizou a invasão militar da Ucrânia.
“A Roscosmos enviou apelos por escrito à NASA, à agência espacial canadense e à ESA com uma exigência pela revogação das sanções ilegais às nossas empresas”, diz o tuíte, traduzido do idioma russo.
Роскосмос направляет письменные обращения к @NASA , Canadian Space Agency и @esa с требованием снять незаконные санкции с наших предприятий – подрядчиков работ в интересах #МКС pic.twitter.com/0NM2Stuft1
Alguns veículos da imprensa internacional entenderam isso como uma mudança de estratégia da parte de Rogozin, que vinha até então proferindo ameaças de diversos graus – a maior parte destinada aos EUA, cujo presidente Joe Biden levou sanções à Rússia com o objetivo específico de “degradar o programa espacial” do país.
Em uma dessas ameaças, Rogozin chegou a dizer que “deixaria” a ISS cair sobre o território americano.
Embora a NASA e a Roscosmos tenham, no começo da guerra, proferido um apoio continuado uma à outra e que, no espaço, o clima de colaboração entre seus astronautas continuaria, a situação vem se tornando cada vez mais tensa. A escalada da violência da invasão russa tem levado diversos países a darem um passo atrás em parcerias e contratos com o país liderado por Putin, o que invariavelmente afetou o setor aeroespacial local.
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