
E não são só as gigantescas estátuas de pedra, chamadas de Moai, que a Ilha de Páscoa tem de misterioso. Vulcões já extintos existentes na região podem desafiar trechos da explicação que os cientistas nos dão sobre como as placas tectônicas se movem.
Na escola e no dia a dia, aprendemos que as elas ficam sob o manto, definido leito de rocha viscosa, que lembra um xarope (com bem equiparou o IFLScience) e que se move com as placas, sendo uma espécie de correia transportadora.
Esse princípio começou a ser trabalhado em 1912 por Alfred Wegener, em artigo, no qual ele discorre essa sua teoria, chamada de teoria da deriva continental. Mesmo se mostrando controversa, ela foi aceita por boa parte da comunidade científica da segunda metade do século XX. Até porque, é humanamente impossível irmos até lá e verificarmos se é assim que as coisas são.
Mas alguns trechos da teoria ainda são debatidos e causam confusão. Um desses trechos, porém, pode ter sido desmistificado recentemente na Ilha de Páscoa (ou Rapa Nui), que está a 3,6 mil km da costa do Chile, na Polinésia oriental. Ela foi formada graças a erupções vulcânicas ocorridas há milhares de anos.
Segundo a equipe, a explicação provável é que os minerais antigos vieram da fonte de vulcanismo do manto terrestre, abaixo da placa e bem antes da formação vulcânica.
O problema é que essa teoria também tem suas lacunas. Os cientistas creem que a Ilha de Páscoa veio de uma pluma do manto. Trata-se de uma coluna gigante de rocha derretida quente que permite que o material se mova do fundo do manto para a superfície.
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