
Pesquisadores encontraram centenas de fósseis de sapos que viveram há 45 milhões de anos, em uma vala comum na costa do vale Geiseltal, na Alemanha. Apesar da descoberta, os cientistas ainda não sabiam o motivo de tantos animais terem morrido em um mesmo local. Agora, isso parece ter sido revelado e o motivo é bastante inusiado.
Um novo estudo encontrou uma possível explicação. Segundo os paleontólogos, os sapos morreram de exaustão durante o acasalamento. Para chegar a essa hipótese, eles tiraram fotos, fizeram desenhos e analisaram os fósseis para saber quantos ossos ainda estavam no lugar e quais ossos e articulações ainda estavam presos.
A partir desses dados, foi possível revelar o que aconteceu com os sapos após sua morte, bem como desvendar a razão do óbito. Outra evidência encontrada foi que a maioria dos sapos fossilizados morreram em eventos de mortalidade em massa.
Alguns cientistas chegaram a considerar que os sapos morreram quando os lagos secaram, o que reduziu rapidamente o nível de oxigênio. Entretanto, essa hipótese foi refutada, pois os sapos poderiam facilmente ter chegado a lagos próximos para evitar a morte. Além disso, alguns dados coletados indicam que as carcaças de sapo flutuaram na água por algum tempo antes de afundarem no fundo do lago, fato que demonstra que o lago, na realidade, não secou.
Cabe destacar que os sapos vivem, majoritariamente, na terra, indo aos lagos apenas para acasalar. A espécie encontrada em Geiseltal acasalou com vários outros sapos durante a temporada de acasalamento muito curta que, em algumas espécies tropicais modernas, dura apenas algumas horas.
Durante o sexo, esses indivíduos pode ser regularmente abatidos pela exaustão e morrerem afogados. Sapos fêmeas correm maior risco de afogamento, pois muitas vezes elas são submersas debaixo d’água por um ou mais machos. Ainda hoje, túmulos de sapos em massa são encontrados em rotas migratórias e perto ou em lagoas de acasalamento. Esta situação provavelmente se repetiu em Geiseltal.
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