
Imagine um túnel, que liga duas ilhas do Japão. Até aí, ok. Só que ele passa por baixo do mar! Conheça o Seikan Tunnel.
Esta é a quarta de uma série de reportagens sobre megaprojetos ao redor do mundo, publicada todas às terças e quintas-feiras. O Olhar Digital já abordou a construção da ilha artificial de Dubai, o Lincoln Tunnel e a usina de Itaipu.
Segundo Pedro Henrique Cerento de Lyra, coordenador do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), “a construção de um túnel é um processo complexo que envolve vários estudos e etapas”, como investigação e caracterização geológica, escavação ou perfuração e explosão, entre outros.
A construção de um túnel sob o leito marinho, como o Túnel Seikan, apresenta desafios significativos e requer uma engenharia e planejamento cuidadosos. As condições não foram fáceis, com vários problemas de deslizamento de terra e inundações no durante a sua construção.
Para efetuar a manutenção de um túnel, Lyra destaca que esse é um processo contínuo e complexo “que envolve inspeção regular para identificar sinais de deterioração ou danos, manutenção preventiva para evitar problemas futuros, reparos e reabilitação conforme necessário, e gestão e operação diárias para monitorar o túnel e manter o equipamento”.
Sobre o tipo de perfuração e explosão do Seikan Tunnel, o professor explica que esse tipo de abordagem permite “controle mais preciso do processo de escavação, minimizando riscos associados a condições geológicas imprevisíveis”.
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