
Um novo vídeo divulgado pelo Centro de Astrofísica do Museu Harvard Smithsonian mostra uma simulação do início do universo, exibindo a formação das primeiras galáxias e a reionização de hidrogênio, quando átomos neutros do elemento químico receberam cargas positivas, permitindo que a luz se espalhasse pelo universo.
O vídeo, que você vê abaixo, é parte de um amplo estudo astronômico publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e conta também com participação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o Instituto Max Planck de Astrofísica.
O período na simulação acima ocorreu há mais ou menos 13 bilhões de anos e, segundo os autores do vídeo, foi bem complicado de reproduzir, tendo em vista o pouco conhecimento que temos da época extremamente antiga e as reações caóticas entre gravidade, gás, radiação e luz.
“A maioria dos astrônomos não têm laboratórios para conduzir seus experimentos”, disse Rahul Kannan, astrofísico do Smithsonian e autor primário do estudo. “As escalas de tempo e espaço são grandes demais, então a única forma pela qual podemos experimentar com elas é por computadores. Nós podemos pegar equações básicas de Física e modelos teóricos de governança física para simular o que aconteceu no início do universo”.
Com a simulação – chamada “Thesan” em homenagem à deusa etrusca do nascer do Sol -, o time foi capaz de reproduzir uma parte relativamente grande do universo (ao menos, segundo o nosso ponto de vista), de 300 milhões de anos-luz de expansão. Neste ambiente, foi possível enxergar a formação e a evolução de centenas de milhares de galáxias, a partir de 400 mil anos após o Big Bang e até entrar no primeiro bilhão de anos.
“É meio parecido com a água em formas de gelo”, disse o co-autor Aaron Smith, do MIT. “Quando você a coloca no congelador, leva um tempo, mas ela logo começa a congelar pelas bordas, devagarinho se fechando até o centro. Essa foi a mesma situação no início do universo — um cosmo neutro, escuro que se tornou brilhante e ionizado conforme a luz começou a emergir das primeiras galáxias”.
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