
Um artigo publicado este mês no periódico International Journal of Plasma Environmental Science and Technology propõe que erupções solares, além de provocar auroras, podem influenciar terremotos na Terra. A ideia é que a energia liberada pelo Sol afeta a crosta terrestre de forma sutil, mas suficiente para alterar a estabilidade de falhas geológicas.
Quando uma erupção solar atinge o planeta, ela altera partículas carregadas na ionosfera, camada da alta atmosfera repleta de gases eletricamente ativos. O estudo sugere que essas alterações podem modificar levemente as forças elétricas nas falhas, locais onde os terremotos costumam acontecer.
Se comprovada, a ligação entre clima espacial e terremotos seria inédita, pois hoje essa conexão não é considerada na previsão sísmica. No entanto, outros cientistas alertam que o modelo usado é simplificado, e que a geologia real pode reduzir o efeito quase a zero.
No interior da crosta terrestre, fissuras altamente tensionadas armazenam água superquente e pressurizada em estado supercrítico, carregada de íons. Essas condições fazem com que as falhas funcionem como capacitores, acumulando energia elétrica que, em certas situações, pode ser liberada em terremotos.
As falhas geológicas são pontos críticos porque acumulam energia quando placas tectônicas se movem e colidem. A liberação dessa energia provoca o deslocamento da crosta e os tremores que sentimos na superfície.
No estudo, os cientistas modelaram a crosta e a ionosfera como as extremidades de uma bateria gigante com vazamento. Um campo elétrico conectaria o “capacitor” da crosta à ionosfera, permitindo analisar como cargas se redistribuem após uma erupção solar.
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