
Há algumas semanas, o Olhar Digital noticiou que cientistas chineses reproduziram as características de uma erupção solar em laboratório com o objetivo de estudar esse fenômeno. Agora, é a vez dos EUA criarem seu próprio “Sol em miniatura” para examinar eventos desse tipo.
Erupções solares são extremamente difíceis de estudar na Terra devido à diferença de gravidade em relação à nossa estrela.
Por essa razão, cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, conduziram um estudo, publicado na revista Physical Review Letters, por meio do qual eles reproduziram o tipo de gravidade existente nas estrelas e outros planetas dentro de uma esfera de vidro de apenas três centímetros de diâmetro.
Para isso, os pesquisadores usaram ondas sonoras para criar um campo gravitacional esférico que fosse capaz de criar uma convecção de plasma, processo pelo qual o gás esfria quando se aproxima da superfície de um corpo, reaquecendo novamente ao se aproximar do núcleo.
Eles, então, usaram micro-ondas para aquecer o gás sulfúrico a 2.760°C dentro da esfera de vidro. Com isso, foram produzidas ondas sonoras que agiram como uma atração gravitacional muito forte, gerando correntes no gás quente e fracamente ionizado.
“Com o uso de som gerado por micro-ondas em um frasco esférico de plasma quente, conseguimos um campo de gravidade mil vezes mais forte que a gravidade da Terra”, disse o PhD em Física John Koulakis, um dos quatro autores do estudo.
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