
Lançada em outubro de 2021, a sonda Lucy, da NASA, desenvolvida para explorar os chamados asteroides troianos de Júpiter, está prestes a alcançar mais um marco crucial da missão.
Pelos planos da agência, no total, a espaçonave terá examinado 10 rochas espaciais ao fim de 12 anos de missão: dois do Cinturão Principal (área circundante entre as órbitas de Marte e Júpiter) e oito troianos – uma nuvem de detritos rochosos presa gravitacionalmente ao planeta, que são considerados remanescentes da infância do Sistema Solar de mais de quatro bilhões de anos atrás.
De acordo com um comunicado da NASA, nesta quarta-feira (31), Lucy vai disparar seus motores principais pela primeira vez no espaço. Isso fará com que a espaçonave queime cerca de metade de seu combustível a bordo.
Depois de analisar o desempenho da sonda durante essa breve queima, a equipe dará o comando para uma manobra maior no sábado (3). Essas duas manobras combinadas vão servir para mudar a velocidade da espaçonave em cerca de 3,2 mil km por hora – o suficiente para redirecionar sua órbita.
Antes desses dois movimentos, Lucy havia sofrido mudanças máximas na velocidade de cerca de 16 km/h – não necessitando da atuação dos motores principais, sendo suficiente o acionamento dos propulsores secundários e menos potentes da espaçonave.
Após as manobras programadas para esta semana, o próximo grande marco para Lucy será um sobrevoo da Terra em dezembro de 2024, quando receberá uma segunda ajuda gravitacional do nosso planeta que deve colocá-la em uma nova trajetória. Durante esse sobrevoo, a espaçonave chegará a 370 km do nosso planeta.
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