
Nos últimos tempos, mais precisamente de 17 anos para cá, muito se tem falado sobre turismo espacial. A possibilidade de viajar para além deste mundo, observar nosso planeta de longe, flutuar em microgravidade e se sentir quase como um verdadeiro astronauta já é uma realidade.
Depois do lançamento do macaco Albert II, em 1949, e da cachorrinha Laika, em 1957, ambos com o triste destino de morrerem sozinhos e carbonizados no retorno à Terra, o primeiro voo tripulado com retorno bem-sucedido de seus ocupantes aconteceu em 1960. Os cãezinhos Belka e Strelka voltaram sãos e salvos, o que aumentou as esperanças de um voo espacial com humanos.
Isso veio a acontecer um ano depois, quando o astronauta Yuri Gagarin tornou-se a primeira pessoa a ir para o espaço. Ele pilotou a espaçonave Vostok I, do programa espacial da então União Soviética (URSS).
Se o intervalo entre os voos dos primeiros animais sobreviventes e da primeira pessoa a ir ao espaço foi de apenas um ano, o hiato entre o primeiro voo humano e a viagem de estreia do turismo espacial foi bem maior: 40 anos separam Gagarin do engenheiro multimilionário norte-americano Dennis Anthony Tito, que entrou para a história como a primeira pessoa a pagar por esse privilégio.
Ele desembolsou nada menos do que US$20 milhões (o equivalente a cerca de R$106 milhões na cotação atual) para embarcar na nave russa Soyuz TM-32 rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), em 28 de abril de 2001.
Foram oito dias em órbita a bordo da ISS, como membro da missão ISS EP-1, ao lado do cosmonauta russo Yuri Baturin e do astronauta canadense Chris Hadfield.
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