Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Starship: FAA aprova investigação da SpaceX sobre explosão do foguete em voo de teste

Starship: FAA aprova investigação da SpaceX sobre explosão do foguete em voo de teste

No início do ano, aconteceu o sétimo voo de teste do megafoguete Starship, da SpaceX, que terminou em uma explosão sobre o Oceano Atlântico. Na segunda-feira (31), a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) anunciou que a investigação sobre o incidente conduzida pela SpaceX foi concluída e aceita.

O lançamento ocorreu em 16 de janeiro, a partir da Starbase, que fica na região da praia de Boca Chica, no Texas. No começo, tudo correu bem: o primeiro estágio, chamado Super Heavy, retornou à base e pousou conforme o planejado. No entanto, o estágio superior, que dá nome ao Starship, com 52 metros de altura, explodiu minutos depois, espalhando destroços sobre as Ilhas Turks e Caicos.

A SpaceX identificou a causa da falha como um vazamento de propelente provocado por vibrações mais intensas do que o esperado. Esse problema gerou estresse excessivo no sistema de propulsão, levando à falha do hardware. A FAA supervisionou a investigação da empresa e confirmou a implementação de 11 ações corretivas para evitar que o problema se repita.

No dia 6 de março, aconteceu o oitavo voo de teste do megafoguete, que terminou de forma semelhante. O Super Heavy retornou com sucesso à base, mas o estágio superior se perdeu sobre o oceano. A investigação desse novo incidente ainda está em andamento, mas a FAA já havia autorizado o lançamento antes mesmo da conclusão da análise do voo 7.

A agência do governo também finalizou a investigação sobre a falha no pouso do foguete New Glenn, da Blue Origin, ocorrido no mesmo dia do teste do Starship. Apesar de atingir a órbita como planejado, o primeiro estágio do New Glenn falhou ao tentar reiniciar seus motores para a reentrada, resultando na perda do veículo no oceano.

Os relatórios de ambos os incidentes foram concluídos em 28 de março. A FAA ressaltou que nenhuma das duas situações causou ferimentos ou danos significativos a propriedades públicas. 

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