
Assim como, nos gibis, ninguém fica morto por muito tempo, na NASA, são seus aposentados que voltam a trabalhar com algo relacionado ao espaço: desta vez, a referência vai para Steve Jurczyk, ex-administrador da agência espacial americana que, após se aposentar em maio de 2021, fundou uma startup que ambiciona criar uma base na Lua.
A empresa se chama “Quantum Space” e Jurczyk responde por ela como seu fundador e CEO. De acordo com ele, o objetivo da companhia é construir vários “ajudantes robóticos” para executar uma série de missões após serem enviados à Lua — como oferecer sinal de internet, coletar dados ou reabastecer naves e outros veículos.
Jurczyk disse que o foco na Lua se dá pelo fato da própria NASA estar com suas atenções voltadas ao nosso satélite natural: o Programa Artemis da agência tem desenvolvimentos tecnológicos massivos capitaneados por ela, mas também conta com uma boa parte de sua evolução advinda da iniciativa privada, por meio de licitações com a SpaceX e outras companhias.
Jurczyk quer uma fatia desse bolo: “sabemos que haverá muita atividade ao redor ou na Lua na próxima década, majoritariamente alavancada pelo Artemis”, disse o CEO ao The Verge. Mas sabe como é — onde quer que vá o ‘espaço civil’, a segurança nacional também vai”, ele comentou, contemplando um futuro onde a Space Force dos EUA se torne uma entidade militar que execute seu papel no espaço e acabe virando cliente de sua empresa.
A grosso modo, a startup quer construir a base de uma rotina humana na Lua: a Quantum Space afirma ter uma série de ideias que ela poderá construir, como, por exemplo, um posto de monitoramento que poderá aprimorar a comunicação daquela região do espaço com a Terra — a área é conhecida como “espaço cislunar”.
Se a ideia tem toda uma percepção de ficção científica para você, saiba que ela não é novidade: a própria NASA já criou um conceito chamado “LunaNet” — uma espécie de internet lunar. O que Jurczyk acredita é que ele pode envolver a sua startup nesse projeto e, com sorte, estabelecer uma base de comunicações na Lua: “acreditamos que podemos ser um ou nódulo — ou nódulos — nessa rede, tanto para naves em órbita como para veículos na superfície lunar”.
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