
Depois da descoberta do “Stonehenge” no leito do rio Tajo, na província de Cáceres, na Espanha, mais um monumento foi descoberto no país europeu. Uma fazenda que seria utilizada para plantar abacates, próxima da cidade de Huelva, foi o palco desta vez.
Espalhadas em um terreno de 600 hectares, os arqueólogos estimam que esse é um dos maiores complexos de pedras em pé, do período neolítico. De acordo com as observações dos especialistas, esse “stonehenge espanhol” tem aproximadamente 7.500 anos, e se apresenta em uma diversidade de tamanhos, formatos e posições, que configuram um verdadeiro quebra-cabeças.
O geoarqueólogo da Universidade Huelva, José Antonio Linares, declarou ao Live Science, que as funções do monumento são tão variadas quanto a sua construção, pois poderia caracterizar questões territoriais, rituais, astronômicas, funerárias, entre outras. O especialista disse que o padrão encontrado “não é comum na Península Ibérica e é verdadeiramente único”.
A humanidade está diante de um “santuário megalítico de tributo, adoração e memória aos ancestrais de muito tempo atrás, disse Linares.
Evidências indiretas de outros materiais enterrados nos mesmos locais sugerem que a maioria das pedras datam do período neolítico, que ocorreu há cerca de 6.500 anos. Os primeiros menhirs (pedras mais antigas e retas) foram encontrados pela primeira vez em 2018, no topo da colina de La Torre-La Janera. Até agora, os arqueólogos encontraram mais de 520 pedras no local. Linares contou que “algumas delas podem ter sido erguidas antes da segunda metade do sexto milênio a.C., ou há cerca de 7.500 anos”.
Apesar de algumas estruturas estarem dispostas em forma de “dólmens”, ou tumbas, e outras formarem “caixões” ou “cists”, nenhum corpo humano foi encontrado. O geoarqueólogo contou que o terreno ainda não foi escavado e, embora possa ter contido restos mortais em algum momento, os ossos podem não ter sido preservados no solo ácido.
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