Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

Superbactérias de nova geração aumentam em hospitais brasileiros

Superbactérias de nova geração aumentam em hospitais brasileiros

Um estudo brasileiro financiado pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) estadunidense mostrou, pela primeira vez, aumento de certa enzima ligada a geração nova de superbactérias (bactérias multirresistentes) em hospitais do Brasil.

A enzima se chama metalobetalactamase New Dehli (NDM-1) e foi isolada pela primeira vez em 2009 na Índia. Dali em diante, a enzima provocou surtos por lá, além de Paquistão e Inglaterra. Aumentos de casos foram detectados no Japão, Austrália, Canadá e EUA.

O estudo indica que a hipótese mais provável para o aumento da superbactéria é a somatória de superlotação de hospitais, falta de preparo dos profissionais da saúde e o uso descontrolado de antibióticos.

Os pesquisadores chegaram à conclusão que, entre 2020 e 2022, a detecção de enterobactérias subiu 65,2%, além de aumento de 61,3% de detecção da Pseudomonas aeruginosa.

Outros estudos indicaram a contaminação de até 94% de pessoas com Covid-19 por antimicrobianos em hospitais no período mais pesado da pandemia. Mas parte dessas detecções podem ter sido desnecessária, já que se tratavam de quadros virais e não bacterianos.

O problema da resistência desses animais a antibióticos mais novos, a exemplo os carbapenêmicos, é que já é anterior à pandemia, tendo sido registrado aumentos da resistência entre 2019 e 2020 na Europa, mesmo com redução do uso de antibióticos.

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