
Observações recentes da estrela Betelgeuse revelaram que ela podia estar girando mais rápido do que o previsto, mas agora uma pesquisa revelou que, na verdade, a superfície fervente da gigante vermelha pode ter criado uma ilusão enquanto os astrônomos a investigavam.
Por ser tão grande e estar relativamente próxima, os pesquisadores podem observar sua superfície com uma gama enorme de detalhes. De acordo com alguns pesquisadores, é como se tivéssemos viajado até lá para vê-la de perto. Recentemente, ela ficou conhecida, porque um escurecimento do seu brilho levou os cientistas a acreditarem que ela poderia explodir a qualquer momento. Assim, observações dela se tornaram mais comuns.
Em uma dessas investigações da Betelguese, cientistas usando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) perceberam que metade da estrela parecia estar vindo em nossa direção, enquanto a outra metade parecia estar se afastando. A partir desse mapa de velocidade radial dipolar, os pesquisadores apontaram que ela estava em uma rotação rápida, acima do normal.
Quando estrelas incham e se tornam gigantes vermelhas, geralmente elas tendem a preservar o seu momento angular. Isso faz com que sua rotação abrande, então esperava-se que a Betelgeuse fosse relativamente moderada.
No entanto, de acordo com o novo estudo, publicado no The Astronomical Journal, esses apontamentos, no entanto, dependem da Betelgeuse ser considerada uma esfera perfeitamente redonda, mas esse não é exatamente o caso.
A estrela tem sua superfície extremamente turbulenta, com bolhas tão grandes quanto toda a órbita da Terra em torno do Sol e que são alimentadas por mecanismos de transferência de calor que podem descer e subir a velocidade de 30 quilômetros por segundo. Para analisar essa superfície borbulhante, os pesquisadores desenvolveram um pacote computacional de pós-processamento para simular observações do ALMA e comparar com simulações 3D de gigantes vermelhas não rotativas.
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