
Uma supernova de aproximadamente mil anos foi capturada em imagens 3D que revelam detalhes nunca antes vistos dos elementos que são ejetados quando uma estrela explode. A análise de dados do Multi-Unit Spectroscopic Explorer (MUSE) e do X-shooter no Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), oferece novos insights sobre como se dá a autodestruição das estrelas.
Nesse estudo, publicado no Astrophysical Journal nesta quarta-feira (8), de autoria da astrofísica do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo (KTH), Josefin Larsson, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Estocolmo, da Universidade de Warwick e do ESO, foi observada a supernova conhecida como SNR 0540-69.3.
Ela é uma das supernovas mais conhecidas entre os observadores do céu, graças à sua relativa proximidade com a Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã a cerca de 160 mil anos-luz da Terra.
Nessa nova abordagem, é possível ver a distribuição do material ejetado da SNR 0540-69.3 em detalhes sem precedentes, o que levou a duas novas descobertas: um grande anel de oxigênio em torno das regiões mais internas do remanescente da supernova e uma bolha misteriosa de hidrogênio diferente de tudo o que foi visto anteriormente em outros remanescentes dessa estrela morta.
Segundo Larsson, seu estudo fornece um mapa tridimensional da distribuição dos elementos ejetados, na forma de anéis e aglomerados que carregam informações significativas sobre a estrela progenitora e o mecanismo de explosão.
Larsson e seus companheiros de equipe obtiveram um mapeamento 3D que permite que os pesquisadores testem modelos teóricos, adicionando ao crescente corpo de evidências de que tais estruturas são características onipresentes da ejeção de supernovas.
Entre para comentar.