Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Tecnologia promete algo revolucionário: obter imagens diretas de exoplanetas

Tecnologia promete algo revolucionário: obter imagens diretas de exoplanetas

Um artigo publicado na revista Optica descreve um novo dispositivo que pode revolucionar a busca por mundos parecidos com a Terra fora do Sistema Solar. Cientistas estão desenvolvendo uma tecnologia baseada na física quântica para viabilizar o que antes era quase impossível: tirar fotos diretas de exoplanetas. 

Desde a invenção do telescópio, em 1608, nossa visão do Universo mudou radicalmente. No começo, era possível apenas ver crateras da Lua e algumas luas de Júpiter. Hoje, equipamentos modernos como o James Webb capturam imagens muito mais detalhadas e profundas do espaço. Mesmo assim, observar exoplanetas ainda é um grande desafio.

Para ver esses mundos distantes, os telescópios usam um instrumento chamado coronógrafo, que serve para bloquear a luz das estrelas, que ofusca tudo ao redor. Ao fazer isso, o instrumento permite que os cientistas vejam objetos muito mais fracos, como planetas orbitando essas estrelas. Mas mesmo os coronógrafos mais modernos têm limites.

Uma equipe liderada pelos estudantes de Ph.D. Nico Deshler, da Universidade do Arizona, e Itay Ozer, da Universidade de Maryland, está tentando ultrapassar essas barreiras usando princípios da mecânica quântica. Eles querem melhorar a resolução dos telescópios sem precisar construir equipamentos gigantescos. Isso porque aumentar o tamanho do telescópio também aumenta muito o custo e a complexidade da missão espacial.

A resolução é a capacidade de distinguir detalhes em uma imagem. Quanto maior a resolução, mais próximo ou menor pode ser o objeto observado. Mas existe um limite chamado limite de difração, que depende do tamanho do telescópio e do tipo de luz observada. Superar essa margem é justamente o objetivo do novo dispositivo.

O que o estudo propõe é um coronógrafo “sensível à quântica”, que não apenas bloqueia a luz da estrela, mas separa os fótons (as partículas de luz) vindos da estrela e do planeta com muita precisão. Isso é feito antes mesmo que a luz chegue ao detector do telescópio, o que reduz muito os erros na imagem.

Compartilhe