
Esta quarta-feira (14) representa um marco importante para a astronomia: o Telescópio Espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), começou oficialmente (e finalmente) sua épica pesquisa do Universo escuro.
Nos próximos seis anos, este gigante da ciência espacial observará bilhões de galáxias, ao longo de 10 bilhões de anos de história cósmica. Mas, antes disso, vamos mergulhar nos bastidores e descobrir como a equipe preparou o Euclid para essa monumental jornada.
🚨 #ESAEuclid begins its Dark Universe survey! 🔎 The #DarkUniverse 🕵️ detective is now ready for the gigantic task of understanding the nature of #DarkMatter & #DarkEnergy🐾 Today, it has started the survey that will gather evidence from billions of galaxies across 10… pic.twitter.com/3BncNRQVUu
Uma das grandes vantagens do Euclid é sua capacidade de observar vastas áreas do céu de uma só vez, algo essencial para uma missão que visa mapear mais de um terço do céu ao longo de seis anos. Ele segue um modo de observação chamado “passo a passo”, dedicando cerca de 70 minutos para observar uma área, produzindo imagens e espectros, e depois movendo-se para a próxima área em apenas quatro minutos. Ao longo de toda a missão, o Euclid realizará mais de 40 mil dessas observações.
O objetivo principal do equipamento é medir detalhadamente as formas de bilhões de galáxias ao longo de bilhões de anos, proporcionando uma visão 3D da distribuição da matéria escura em nosso Universo.
Logo após o início da fase de comissionamento, a equipe enfrentou um grande desafio. Conforme noticiado pelo Olhar Digital, descobriu-se que uma pequena quantidade de luz solar indesejada estava atingindo um de seus instrumentos, mesmo com o escudo solar da espaçonave voltado para o Sol. Isso exigiu uma rápida reavaliação e reconfiguração das operações de pesquisa.
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