
Duas imagens recém-divulgadas mostram jatos estelares encurvados que são o subproduto da formação de estrelas. Sua aparência sinuosa é causada pela atração gravitacional de estrelas companheiras, de acordo com o Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica-Infravermelha da Fundação Nacional de Ciência (NOIRLab), centro de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo dos EUA.
À medida que as jovens estrelas giram, seus campos magnéticos interagem com o gás circundante, criando dois fluxos de gás ionizado emitidos em direções opostas, que podem ser vistos nas novas fotos feitas pelo telescópio Gemini South, localizado em uma montanha nos Andes chilenos e operado pelo NOIRLab.
Gemini South é um telescópio óptico/infravermelho de 8,1 metros que usa um sistema óptico adaptativo, permitindo que os astrônomos neutralizem os efeitos embaçados do espaço e capturem as observações “cristalinas” desses jatos estelares sinuosos.
A primeira imagem mostra o MHO 2147, um jato estelar localizado a 10 mil anos-luz da Terra. Fica perto da fronteira entre as constelações de Sagitário e Ophiuchus, também chamada de Serpentário, no plano galáctico da Via Láctea.
“MHO 2147 serpeia através de um cenário estrelado na imagem – uma aparência apropriadamente ‘de serpente’ para um objeto próximo a Ophiuchus”, diz o comunicado do NOIRLab.
O jato MHO 2147 está embutido em uma nuvem infravermelha-escura, que é uma região fria e densa de gás que não emite muita luz infravermelha. Ele é produzido por uma jovem estrela chamada IRAS 17527-2439, e mudou de direção ao longo do tempo, fazendo com que as saídas de ambos os lados da estrela se contorcessem e girassem pelo espaço.
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