Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Temperaturas dos oceanos bateram novo recorde pelo 6º ano consecutivo

Temperaturas dos oceanos bateram novo recorde pelo 6º ano consecutivo

Por mais que uma corrente negacionista não consiga ou não queira enxergar, o fato é que os humanos continuam a alterar a atmosfera ao seu redor, provocando mudanças climáticas que desencadeiam, entre outros eventos, o aumento cada vez maior e mais rápido das temperaturas dos oceanos em todo o mundo.

Em 2021, de acordo com um novo relatório de dois conjuntos de dados internacionais, a onda de calor em nossos oceanos atingiu um novo pico, eclipsando a influência de episódios regionais mais frios.

Embora o aquecimento oceânico do ano passado seja sem precedentes, não foi exceção. Já é o sexto ano consecutivo que as temperaturas dos oceanos do mundo excedem qualquer limite antes alcançado.

Desde o final da década de 1950, quando começaram as informações confiáveis sobre as mudanças climáticas, cada década tem registrado oceanos mais quentes do que a anterior. Segundo os autores do novo estudo, publicado na revista Advances in Atmospheric Sciences, desde os anos 1980 houve um aumento “inequívoco” nas temperaturas marinhas.

No ano passado, o Oceano Pacífico Norte, o Oceano Atlântico Norte e o Mar Mediterrâneo experimentaram as temperaturas marinhas mais quentes já registradas. Ao todo, os 2 mil metros superiores em nossos oceanos absorveram, em 2021, 14 Zettajoules (ZJ) a mais de energia do que em 2020.  Isso é o equivalente a mais de 7 quintilhões de graus Celsius.

A diferença se equipara a lançar mais de sete bombas de Hiroshima no oceano por segundo. Em 2019, cientistas calcularam que o aquecimento humano do oceano equivalia a lançar o correspondente a cinco bombas de Hiroshima no oceano por segundo.

Compartilhe