
Identificar tempestades solares antes que aconteçam seria essencial para nos ajudar a prever eventuais apagões, danos a sistemas de comunicação e outros problemas causados por esses fenômenos. Agora, graças a uma equipe da Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, existe uma maneira de tornar isso possível.
As explosões solares liberam as chamadas ejeções de massa coronal (CMEs), enormes nuvens de plasma solar permeadas por campos magnéticos. Ao atingirem a Terra, as CMEs podem provocar as tempestades geomagnéticas responsáveis por danificar satélites e outras tecnologias.
A equipe liderada pela física Harshita Gandhi monitorou as regiões onde as CMEs nascem, medindo suas propriedades antes, durante e depois da explosão. Os cientistas estimaram um parâmetro chamado “altura crítica”, que está relacionado à velocidade e, quando ultrapassado, causa instabilidades no campo magnético e pode provocar as CMEs.
“Quanto maior a altura crítica encontrada na coroa da região ativa, maior será a velocidade da CME”, explica Gandhi ao IFLScience. Com o parâmetro, é possível não só prever a provável velocidade de uma ejeção, mas também seu nível de perigo.
Após apresentar a técnica no Encontro Nacional de Astronomia da Royal Astronomical Society, que aconteceu entre os dias 14 e 19 de julho no Reino Unido, a equipe agora pretende implementar a força do campo magnético como parâmetro para fortalecer a estimativa da velocidade.
Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.
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