Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Teoria da Relatividade de Einstein passa por mais um teste científico

Teoria da Relatividade de Einstein passa por mais um teste científico

Desde que a Teoria da Relatividade foi postulada por Albert Einstein em 1916, cientistas vêm tentando desafiá-la de toda forma, no intuito de encontrar algum ponto onde ela falhe. Ao final de 2021, eles ainda não conseguiram encontrar nada.

Em um estudo publicado no último domingo (13), pesquisadores da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CISRO) – a principal agência científica da Austrália – observaram um sistema com dois pulsares por meio de dados coletados durante 16 anos (2003 – 2019) por sete observatórios com telescópios de rádio distintos.

Pulsares são um tipo de estrela de nêutron, o objeto mais denso do universo e que pode nascer de uma supernova. Seus pólos magnéticos emitem radiação e partículas de forma contínua. Visualmente, porém, essas emissões parecem pulsantes (daí o nome) devido ao fato de elas estarem em constante movimento de rotação.

Os pulsares investigados no estudo estão há mais ou menos 2,4 mil anos-luz da Terra, com um deles girando em velocidade ultra rápida (44 vezes por segundo), enquanto o outro é “só” rápida (uma rotação a cada 2,8 segundos). Ambos giram em torno de um sistema binário, completando uma volta a cada 147 minutos e viajando pelo espaço a uma velocidade de um milhão de quilômetros por hora (km/h).

“Um movimento orbital tão rápido em objetos tão compactos — eles têm 30% mais massa que o nosso Sol, mas somente 24 km de diâmetro — nos permite testar diferentes previsões de cenário da Teoria da Relatividade de Einstein — sete no total”, disse o co-autor do estudo, Dick Manchester.

E, segundo o time, todos os sete testes de fogo impostos à Teoria da Relatividade a confirmaram com uma precisão “sem precedentes”.

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