
Medições atualizadas da NASA apontam que as chances de colisão do asteroide 2024 YR4 com a Terra dentro de sete anos começaram a cair – após semanas em constante crescimento. Agora, a probabilidade de impacto está em 0,27%, depois de ter atingido 3,1% (o maior índice registrado desde a detecção do objeto).
Com tamanho estimado em 55 metros (altura do Castelo da Cinderela, no Walt Disney World Flórida, em Orlando – o equivalente a um prédio de 18 andares), a rocha tem potencial destrutivo suficiente para arrasar uma cidade caso de fato se choque contra o planeta.
De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, essa redução das possibilidades de impacto já era esperada entre os cientistas. “A expectativa é que até o final de março sejam afastadas todas as chances de que esse asteroide possa atingir a Terra”.
O problema é que esse monitoramento está cada vez mais difícil. De acordo com o guia de observação astronômica EarthSky.org, o brilho do asteroide 2024 YR4 é fraco e está reduzindo cada vez mais. Assim, fica complicado adquirir medições de sua órbita. Dentro de pouco mais de um mês, os astrônomos não poderão rastreá-lo novamente até 2028, quando ele se tornará novamente visível.
No momento, a rocha está a cerca de 80 milhões de km de distância, viajando pelo espaço a quase 48 mil km/h. Se colidir com a Terra, o objeto explode ao atravessar a atmosfera, liberando cerca de 8 megatons de energia – mais de 500 vezes a potência da bomba atômica de Hiroshima. Apesar de não ter força suficiente para causar um evento global, a destruição seria catastrófica para qualquer grande cidade atingida.
Atualmente, as medições são baseadas em observações feitas por telescópios terrestres, que captam apenas a luz refletida pelo objeto. Isso pode levar a erros na estimativa de tamanho. “É muito importante melhorarmos nossa estimativa de tamanho para 2024 YR4: o perigo representado por um asteroide de 40 m é muito diferente do de um asteroide de 90 m”, explicou a Agência Espacial Europeia (ESA), em um comunicado. Esse detalhe é crucial para entender a gravidade das consequências em caso de impacto.
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