
Uma equipe de arqueólogos localizou diversas moedas de prata antigas que estavam escondidas em um buraco na parede em uma construção localizada em uma ilha do Mediterrâneo perto da atual Sicília. De acordo com os pesquisadores, este tesouro data da era romana e possivelmente foi escondido de um ataque de piratas há mais de 2.000 anos.
Segundo os arqueólogos, o tesouro provavelmente estava escondido em função dos frequentes ataques de piratas na época. Estas incursões contra ilhas do Mar Mediterrâneo e até mesmo assentamentos costeiros incomodavam o governo de Roma.
Os piratas só foram derrotados em 67 a.C. em uma campanha travada pelo general romano Cneu Pompeu Magno, conhecido como Pompeu, o Grande.
As moedas romanas foram encontradas perto da localização das cabeças de três estátuas romanas que haviam sido descobertas no local alguns anos antes. Elas representam os imperadores Júlio César e Tito, além de uma mulher que se acredita ser Agripina, neta de Augusto, o primeiro imperador do Império Romano. Outra teoria é que ela seja, na verdade, Antônia, a filha de Marco Antônio.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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