
O El Niño está se dissipando e em breve será substituído por La Niña. Mesmo com as chuvas intensas, o nível de vazão dos rios ficou abaixo da média histórica, e a previsão é que os reservatórios das hidrelétricas não tenham capacidade para atender à demanda de energia, resultando no aumento do uso de termoelétricas durante a transição.
Pedro Luiz Côrtes, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo, explica ao portal da universidade que, devido a isso, a conta de energia deve subir.
O El Niño, apesar de comportar-se de maneira tradicional, foi influenciado pelas mudanças climáticas, resultando em chuvas mal distribuídas e seca intensa no Norte.
Côrtes explica que, durante a transição do El Niño para o La Niña, espera-se estabilidade por dois a três meses. A mudança provocará períodos secos no Sul, impactando agricultores, e chuvas na Amazônia, alterando as condições de recuperação dos reservatórios.
Espera-se que essa situação permaneça estável durante três ou dois meses para que ocorra o que se chama acoplamento, ou seja, aquilo que está acontecendo no oceano seja reproduzido pela atmosfera. A partir do momento em que isso acontece, você pode caracterizar que se tem o El Niño ou o La Niña
Nayra Teles é estudante de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e redatora no Olhar Digital
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