
Conhecidos como “reis dos mares”, os tubarões são muito diferentes entre si – mesmo quando pertencem à mesma espécie. Algumas características são tão diversas que nem parece haver qualquer ligação entre certos tubarões.
Em um estudo publicado na revista Marine Biology, conduzido por pesquisadores da África do Sul e do Reino Unido, especialistas em tubarões resolveram investigar as diferenças entre machos e fêmeas de uma mesma espécie: o Carcharodon carcharias (tubarão-branco).
Para o estudo, os cientistas analisaram isótopos estáveis em pequenos pedaços de músculos coletados de tubarões que nadavam livremente. A investigação revelou os hábitos alimentares e os habitats desses animais durante dois anos.
Os pesquisadores descobriram que, diferentemente do que se pensava, as fêmeas nem sempre trocam a sua alimentação de peixes para focas e outros mamíferos quando envelhecem. Na verdade, algumas podem se especializar em caçar peixes e evitar locais onde os machos vivem.
Isso significa que, se as fêmeas passam mais tempo nas zonas costeiras, podem ser mais facilmente capturadas por redes de pescas e de segurança para banhistas, além disso, elas também podem acabar se expondo mais a poluentes. Assim, entender os hábitos comportamentais desses animais pode acabar ajudando na sua preservação.
Conhecida como segregação sexual, a diferença entre machos e fêmeas de tubarões é bastante comum, a as razões para isso são diversas, mas estão geralmente relacionadas a temperatura, necessidades nutricionais e o fato de as fêmeas precisarem dar à luz em locais específicos.
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