Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Túmulos da Idade da Pedra na Irlanda não são o que parecem, revela análise de DNA

Túmulos da Idade da Pedra na Irlanda não são o que parecem, revela análise de DNA

Uma análise de DNA de esqueletos encontrados em túmulos da Idade da Pedra na Irlanda está desafiando uma interpretação de longa data: a de que essas estruturas foram construídas exclusivamente para a realeza.

A pesquisa, publicada recentemente no Cambridge Archaeological Journal, sugere que esses monumentos do período Neolítico irlandês (aproximadamente 3900 a 2500 a.C.) serviam a um propósito comunitário, em vez de serem destinados somente a dinastias governantes.

Por séculos, arqueólogos presumiram que os imponentes “monumentos megalíticos” – grandes construções de pedra que abrigavam restos mortais humanos – eram jazigos de famílias de elite. No entanto, uma nova reanálise de DNA de 55 indivíduos sepultados nesses túmulos de aproximadamente 5.000 anos aponta para uma conclusão diferente.

Segundo Neil Carlin, arqueólogo da University College Dublin e principal autor do estudo, a evidência genética sugere que os monumentos megalíticos podem ter sido locais de encontro sazonal para trabalho, celebrações e enterros comunitários.

Essa perspectiva indica uma mudança significativa em relação aos quatro séculos iniciais do Neolítico na Irlanda, que eram caracterizados por práticas funerárias mais simples.

Diante dessa descoberta, os pesquisadores dizem no estudo: “Não podemos afirmar que esses túmulos foram os locais de descanso final de uma linhagem dinástica que restringiu o acesso ao ‘sepultamento’ a seus parentes”.

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