Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Tunguska: maior queda de asteroide registrada pela humanidade faz aniversário

Tunguska: maior queda de asteroide registrada pela humanidade faz aniversário

Neste 30 de junho acontece o Dia Internacional do Asteroide, e a data tem um motivo: foi em 30 de junho de 1908 que a maior queda de asteroide já presenciada pela humanidade na era moderna ocorreu. O Evento de Tunguska aconteceu na região da Sibéria, parte do Império Russo na época e por décadas (talvez até os dias de hoje) é motivo de debate. 

O fato de não ter sido encontrada nenhuma cratera referente a queda do objeto celeste, mesmo após diversas expedições e buscas, gerou diversas discussões no ramo da astronomia. Pesquisas recentes indicam que o que causou a explosão que devastou milhares de quilômetros quadrados na região do próxima ao rio Podkamennaya Tunguska foi originada do deslocamento de ar resultante da destruição do asteroide em sua entrada na Terra. 

Para se ter noção do tamanho da destruição causada pelo Asteroide, é estimado que a explosão teve um grau entre 5 a 30 megatons de TNT, algo equivalente a mil vezes a bomba de Hiroshima. Por sorte, Vanavara, cidade mais próxima do local da explosão, estava há mais de 60 km, e não foi destruída pelo evento. Nenhuma morte pelo Tunguska foi confirmada, apesar de algumas especulações.

No entanto, isso não impediu que  2 000 km² de floresta fossem devastados. Os moradores de Vanavara conseguiram ver a enorme bola de fogo no céu. Nos dias que se seguiram, os céus noturnos na Ásia e na Europa estavam incandescentes e a explosão foi registrada em diversas estações sísmicas do continente. 

Nos anos seguintes, diversas expedições foram realizadas na região em busca de crateras. A primeira delas pelo russo Leonid Kulik. Apesar de diversos buracos localizados, nenhum deles foi considerado como tendo sido o receptor do impacto do asteroide.

“Foi muito chocante, pois foi um dos maiores eventos de impacto que a humanidade pode testemunhar”, explica Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e colunista do Olhar Digital. “Existe até hoje uma cerca polêmica sobre o que causou esse impacto. Alguns falam em um cometa que teria caído aqui e por ser majoritariamente de gelo teria sido vaporizado e por isso não temos fragmentos de meteoritos associados a essa queda”, completa.

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