Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Uma nova forma de encontrar planetas alienígenas fora do nosso sistema solar

Uma nova forma de encontrar planetas alienígenas fora do nosso sistema solar

Os cientistas querem utilizar radiotelescópios para detectar planetas fora do Sistema Solar. Atualmente, a maior parte dos exoplanetas foi descoberta através do método de trânsito, em que um telescópio óptico mede o brilho de uma estrela ao longo do tempo. Esse método é uma ferramenta poderosa, mas tem algumas limitações: o planeta precisa passar entre nós e sua estrela para detectarmos a sua presença.

Apesar de boa parte dos planetas não emitirem muita luz de rádio, as estrelas emitem, o que já é um começo para a detecção de novos mundos. Júpiter, por exemplo, é brilhante graças ao rádio oriundo de seu forte campo magnético. Partículas carregadas do vento estelar interagem com o campo magnético dos planetas e emitem luz de rádio passível de ser captada pelo radiotelescópio.

O brilho de Júpiter é tão intenso em luz de rádio que até mesmo um radiotelescópio caseiro é capaz de detectá-lo.

Os astrônomos até conseguiram encontrar sinais de rádio vindos de várias anãs marrons com o instrumento, entretanto, não obtiveram um estimulo claro suficiente que pudesse inferir a presença de um planeta parecido com Júpiter, na órbita de outra estrela.

Então, eles decidiram analisar os dados obtidos dessa investigação. Para isso, basearam-se no modelo magnetohidrodynamics (MHD), que mostra como campos magnéticos e gases ionizados interagem, e o aplicaram a um sistema planetário conhecido como 189733 HD, que é conhecido por ter um mundo do tamanho de Júpiter.

Os pesquisadores fizeram simulações de como foi a interação entre o vento estelar, emitido pela estrela anã marrom, e o campo magnético do planeta. A partir desse resultado, foi possível calcular qual seria o sinal de rádio do planeta. Os resultados encontrados foram muito interessantes.

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