Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Vem aí um telescópio mais poderoso que o James Webb (e o Brasil tem dedo nisso)

Vem aí um telescópio mais poderoso que o James Webb (e o Brasil tem dedo nisso)

Austrália, Coreia do Sul, Chile, EUA e Brasil estão juntos em um projeto ousado e que promete tirar do Telescópio Espacial James Webb (JWST) o título de observatório mais potente de todos os tempos. Estamos falando do Telescópio Gigante Magalhães (GMT), uma megaestrutura que ficará alojada no Observatório Las Campanas, no Deserto do Atacama, no Chile.

Segundo a Organização do Telescópio Gigante Magalhães (GMTO), o programa acaba de obter uma nova infusão de financiamento de US$ 205 milhões — de um total de US$ 1 bilhão — que será usada para acelerar a construção, iniciada em 2015 e com previsão de conclusão em 2025.

Isso se resume, principalmente, ao seu tamanho. Enquanto Webb ocupa uma posição privilegiada no sistema solar, o fato de ser um telescópio espacial impôs limites em suas medidas e massa. Já o GMT, por ser um telescópio terrestre, não precisa lidar com tais restrições. 

Sendo assim, ele conta com uma área de coleta de luz 10 vezes maior e resolução espacial 400% mais alta. Em comparação com o lendário Hubble, a qualidade das imagens será até 100 vezes superior. Resumindo: o GMT será mais poderoso do que qualquer telescópio de pesquisa atualmente em operação – tanto no espaço quanto em solo.

Segundo a GMTO, a construção de uma instalação de 40 mil metros quadrados em Rockford, no estado norte-americano de Illinois, projetada para fabricar a estrutura do telescópio, está completa. Além disso, a produção do primeiro espelho secundário adaptativo do telescópio está em andamento na França e na Itália, e o local no Chile está preparado para a próxima etapa de construção e lançamento da fundação.

Quando concluído, o GMT contará com sete espelhos primários, cada um com 8,4 metros de diâmetro, organizados em uma matriz de 25,4 metros de largura que produzirá as imagens mais detalhadas já captadas do espaço sideral. Os sete discos mudarão de posição para remodelar a matriz com uma frequência máxima de 2 mil vezes por segundo, para permitir que o telescópio corrija o efeito de desfoque óptico da atmosfera terrestre.

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