
Se tem algo que todos sabem sobre Vênus é que ele é um planeta completamente hostil à vida. Não à toa: ele é conhecido por ser o planeta mais quente do Sistema Solar (com temperaturas que chegam a 460°C) e, com a sua atmosfera coberta de nuvens de ácido sulfúrico, não é difícil entender o porquê dele ser inabitável
Mas novas informações podem mudar ligeiramente essa visão do planeta de cor acastanhada.
Por meio de observações feitas com o espectrômetro SOIR (Solar Occultation in the Infrared), instrumento na sonda espacial Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), pesquisadores identificaram um aumento inesperado de duas moléculas derivadas de água: hidrogênio (H2O) e deutério (HDO).
Essa descoberta explicaria melhor o porquê de o planeta ter uma distribuição de água em um ambiente que é reconhecidamente bastante seco e quente.
“Vênus é frequentemente chamado de gêmeo da Terra por conta da semelhança em tamanho”, afirma Hiroki Karyu, pesquisador da Universidade de Tohoku, no Japão, e coautor do estudo.
Apesar das semelhanças, Karyu aponta que os dois corpos celestes evoluíram de maneiras bem distintas. “Ao contrário da Terra, Vênus tem condições extremas na superfície”.
Entre para comentar.