Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

Vida em outros planetas está prestes a ser descoberta? Astrônomo responde

Vida em outros planetas está prestes a ser descoberta? Astrônomo responde

Na última sexta-feira (8), o programa Olhar Espacial recebeu José Dias do Nascimento Júnior, astrônomo brasileiro que integra a equipe científica do Telescópio Espacial LUVOIR, projeto selecionado pela Nasa, principalmente, para procurar por sinais de vida em outros planetas.

Considerado uma espécie de sucessor do Telescópio Espacial James Webb, o futuro observatório orbital, que deve ser lançado na década de 2040, será responsável por “escavar” muita ciência no espaço, com foco nos exoplanetas considerados parecidos com a Terra, com potencial habitabilidade.

Nascimento é graduado em Física, com mestrado em Astrofísica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e doutorado em Astrofísica e Técnicas Espaciais pelo Instituto de Astrofísica e Planetologia, filiado à Universidade Paul Sabatier, em Toulouse, na França. Já lecionou em diversas instituições no Brasil e no exterior, sendo atualmente professor do Departamento de Física da UFRN e pesquisador associado do Centro Smithsonian de Astrofísica de Harvard, o maior laboratório de Astrofísica do mundo.

Além disso, ele também faz parte de alguns pacotes científicos relacionados ao futuro buscador de planetas conhecido como PLATO (sigla em inglês para Trânsitos Planetários e Oscilação das Estrelas), satélite que deverá ser lançado em 2026, em substituição à sonda espacial Kepler, da NASA. O projeto, coordenado pela Agência Espacial Europeia (ESA), conta com a contribuição de algumas instituições de ensino e pesquisa brasileiras.

Segundo Nascimento, a capacidade do telescópio LUVOIR de enxergar em luz ultravioleta, além do infravermelho, possibilitará que ele capte possíveis bioassinaturas (sinais de vida) nos exoplanetas que examinar. “Essa forma de ‘atacar o problema’ em dois comprimentos de ondas, além do seu tamanho de espelho tão grande, no que a gente chama de ‘bacia coletora’ de imagens, será muito eficiente na busca por eventuais sinais de vida em outros planetas”, disse o pesquisador.

Nascimento explica que o telescópio LUVOIR é o que vem de mais moderno na observação planetária. “Ele representa um grande avanço nessa sequência que começou com o Hubble, seguido do James Webb, e posteriormente, o LUVOIR. Uma sequência de equipamentos que vão fazer história com relação à caracterização dos exoplanetas descobertos”.

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