Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Vídeo mostra tubarão recém-nascido “andando” como um bebê; confira

Vídeo mostra tubarão recém-nascido "andando" como um bebê; confira

Pesquisadores descobriram uma ação que pode soar incomum quando relacionada aos tubarões… andar. Um vídeo mostra uma espécie de tubarão recém-nascido “andando”, com passos de bebê. Ao que tudo indica, trata-se de uma estratégia que ajuda esse animal a sobreviver a situações adversas no mar.

Geralmente, quando uma criatura marinha encalha em algum recife de coral, por exemplo, ela é deixada para trás. Quando essa situação acontece em marés rasas com níveis de oxigênio reduzidos e temperaturas crescentes, a maioria das espécies aquáticas não resiste, porém, o tubarão-epaulette (Hemiscyllium ocellatum), além de conseguir segurar a respiração por horas e tolerar uma série de temperaturas, ele pode andar.

Segundo a professora associada da Florida Atlantic University, Marianne E. Porter, que estuda as estruturas mecânicas e o movimento dos tubarões, é possível observá-los andando nos recifes quando expostos na maré baixa. Além disso, em declaração à Live Science, ela disse que esses pequenos tubarões resistentes podem andar em terra e debaixo d’água, por mais de 27 metros, até encontrarem um local adequado onde possam esperar pela maré. Veja o vídeo do tubarão andando:

É uma das estratégias de sobrevivência mais distintas da natureza. As descobertas podem ajudar os cientistas a entender como outras espécies aquáticas poderão performar de acordo com o estresse causado no mar pelas mudanças climáticas, como o aumento dos níveis de gás carbônico.

Até o presente estudo, não havia nada na literatura científica sobre tubarões-epaulette e jovens e bebês. Entretanto, a coautora do estudo Porter e a professora de biologia marinha na Universidade James Cook, na Austrália, Jodie Rummer, já suspeitavam que esses indivíduos caminhavam de forma diferente, já que eles nascem roliços, com a barriga “inchada”.

Segundo Porter, “a forma geralmente impacta a maneira como nos movemos”. Ela compara o desenvolvimento dos seres humanos e dos tubarões: “Bebês humanos caminham de forma diferente para equilibrar suas cabeças gigantes, e assumimos que os bebês tubarões balançavam seus corpos e moveriam suas barbatanas de forma diferente para acomodar suas barrigas gigantes.”

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