Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Visitante interestelar é analisado em imagem incrivelmente nítida

Visitante interestelar é analisado em imagem incrivelmente nítida

Uma imagem impressionantemente nítida do visitante interestelar 3I/ATLAS foi obtida durante uma atividade de divulgação pública organizada pelo Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica-Infravermelha (NOIRLab) da Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF) em parceria com a Universidade do Havaí (UH)

A captura mostra uma cauda longa e uma coma brilhante (a “cabeleira” de gás que envolve o núcleo), revelando detalhes inéditos sobre o cometa. Cientistas também conseguiram medir cores e sinais químicos, informações essenciais para entender a composição desse raro objeto vindo de outro sistema estelar.

Em 27 de agosto, pesquisadores usaram o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini (GMOS) no Telescópio Gemini Sul, instalado em Cerro Pachón, Chile, para capturar imagens profundas e coloridas do 3I/ATLAS. O Gemini Sul faz parte do Observatório Internacional Gemini, operado pelo NSF NOIRLab.

Essas observações foram feitas como parte de uma iniciativa organizada pelo NSF NOIRLab em colaboração com o Shadow the Scientists, uma iniciativa criada para conectar o público com experiências científicas. O programa é liderado por Karen Meech, astrônoma do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí (UH IfA).

Nas imagens, o cometa apresenta uma coma significativamente ampla e uma cauda apontando para longe do Sol que se estende cerca de 1/120 de grau no céu (isso equivale a 0,0083 vezes a largura do dedo mindinho – ou seja, praticamente uma pontinha quase invisível, muito menor que a largura de uma unha). Ainda assim, essas estruturas são maiores nessas observações do que em registros anteriores, indicando que o cometa 3I/ATLAS está mais ativo quanto mais se aproxima do Sol.

Estudantes do Havaí e de La Serena, no Chile, participaram remotamente da sala de controle do Gemini Sul por videoconferência. Eles puderam conversar com astrônomos, fazer perguntas e acompanhar o progresso das observações em tempo real. A transmissão teve público também na Europa, Nova Zelândia e outras localidades da América do Sul.

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