Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Viver na Lua é possível, mas com essa condição

Viver na Lua é possível, mas com essa condição

A Lua voltou a ser uma prioridade das agências espaciais mundiais, inclusive da NASA. Após mais de 50 anos, a humidade deve voltar a pisar no satélite natural da Terra muito em breve. No entanto, existe uma preocupação com a saúde dos astronautas envolvidos nestas futuras missões.

A ciência já sabe que mesmo viagens curtas ao espaço podem desencadear uma série de efeitos no corpo humano. Já foram identificadas mudanças celulares, moleculares e fisiológicas fundamentais, que podem levar, por exemplo, ao desenvolvimento de anemia espacial. Apesar disso, estas consequências tendem a ser revertidas após o retorno à Terra.

O grande desafio dos cientistas é tornar seguras viagens cada mais distantes e longas ao espaço. Dessa forma, é fundamental entender quais são os impactos da microgravidade nestes cenários.

Pesquisadores apontam que as estruturas atuais para a medicina aeroespacial são incipientes e estão muito aquém dos avanços na medicina de precisão na Terra. Por isso, é necessário um rápido desenvolvimento de bancos de dados, ferramentas e protocolos de medicina espacial.

Segundo a equipe, a partir do novo banco de dados, será possível aplicar os mesmos protocolos na coleta, processamento e análise de amostras em várias missões permitirá validar e comparar descobertas com outros cientistas, além de agências espaciais e governos de todo o mundo.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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