
Sábado à noite. Você está naquele rodízio de comida japonesa que mais gosta. Foram 3 barcas de sushi e, pelas suas contas, você teria “vencido” a disputa com o restaurante. O cinto já está frouxo há mais ou menos meia hora e você acaba de soltar o botão da calça jeans.
Você não aguenta mais olhar para o peixe cru ou aqueles bolinhos de arroz. Nem água cabe no seu estômago. A única coisa que cabe agora é um… docinho.
Seja você ou alguém que você conheça, tem sempre aquela pessoa que não dispensa nunca um docinho depois das refeições. Você pode estar satisfeito, pode estar passando mal de tanto comer, mas sempre arranja um espaço pro açúcar. Tem gente que fala até que o doce entra em um compartimento diferente da barriga. Será que isso é verdade?
Para dúvidas como essa, nada melhor do que recorrer à ciência. E um estudo sobre o assunto acaba de ser publicado pela revista Science. Não, não tem nada disso de compartimento diferente na barriga. De acordo com cientistas do Instituto Max Planck, essa vontade de doce é puramente química no seu cérebro.
“De uma perspectiva evolucionária, isso faz sentido: o açúcar é raro na natureza, mas fornece energia rápida. Ou seja, o cérebro é programado para controlar a ingestão de açúcar sempre que estiver disponível”, disse o pesquisador.
Os cientistas acreditam que esse estudo pode representar um importante passo para encontrar novos tratamentos contra compulsão alimentar e a obesidade.
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