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Cinema · · 3 min de leitura ·

Ryan Gosling fala sobre os bastidores de La La Land – Cantando Estações: Música, nostalgia e terno marrom (Entrevista)

Ryan Gosling fala sobre os bastidores de La La Land – Cantando Estações: Música, nostalgia e terno marrom (Entrevista)




Ryan Gosling é um dos poucos homens que podem se dar ao luxo de usar um terno marrom e, ainda assim, ficarem bem. A frase não é exatamente do AdoroCinema, mas um elogio feito por uma jornalista, espanhola, parte do grupo que entrevistou o protagonista de La La Land – Cantando Estações, durante o Festival de Toronto (Toronto International Film Festival), no último mês de setembro.

Campeão de indicações ao Globo de Ouro (sete no total, incluindo a de melhor ator em comédia ou musical para o moço), o filme conquistou mais de 90% da crítica especializada computada pelo site Rotten Tomatoes (incluindo este aqui) e promete ser um dos mais lembrados quando os concorrentes ao Oscar forem anunciados no próximo dia 24 de janeiro. É o filme-sensação da temporada.

Vestido com uma camisa social meio retrô (não, ele não estava de terno marrom – a colega de profissão se referia a um dos figurinos do filme), o ator não parecia muito confortável com a exposição à imprensa. Trajava um ar mais para a linha do desconfiado do que propriamente para o tom blasé a que é associado – enquanto sua publicista, cabisbaixa, mexia freneticamente no aparelho de celular meio metro atrás do artista.

De poucas palavras, quase sempre com um sorriso assimétrico de canto de boca, respondeu “não muito” quando perguntado se, assim como seu personagem, era fã de jazz; “Toco de ouvido” (para “Foi muito difícil ter que encarar as partituras?”); “Gosto das músicas mainstream também” (“Você gosta de músicas mais alternativas, certo?”) – e “Obrigado, muito obrigado”, a respeito do comentário do terno, não sem dar o devido crédito à figurinista Mary Zophres, que “foi crucial para equilibrar o vão entre o passado e o presente no filme”.

Sim, a música foi pauta central no encontro. Não só porque o foco era um musical, mas também porque Gosling tem (ou teve) uma banda, o duo "Dead Man's Bones", e ganhou fama ainda criança no “The Mickey Mouse Club”, ao lado de Justin Timberlake, Britney Spears, Christina Aguilera (sim, todos músicos). Ele negou os rumores de que tocaria com o “Hollywood Vampires” (“Quem são eles?”), a banda “do” Johnny Depp, e baixou o volume dos fãs que esperavam por um retorno do "Dead Man´s": “No início, nós queríamos lançar um musical, mas aí percebemos que seria o musical mais caro da história e desistimos. Então, achamos que seria mais barato fazer só as músicas mesmo”.

De volta a La La Land, ele ensaia se empolgar. “Tivemos três meses para nos preparamos, o que é muito mais tempo do que o normal. Até onde eu sei, nós trabalhamos como as coisas eram feitas antigamente na época dos estúdios. O dia foi dividido entre tocar piano, dançar, trabalhar nas músicas e ensaiar o roteiro [durante quatro horas por dia]. Foi uma experiência muito imersiva e muito divertida”.

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