Cybercode
Olhar Digital
Olhar Digital
Games · · 2 min de leitura ·

Mortal Kombat II: o filme que realmente trouxe o jogo para a tela

Mortal Kombat II: o filme que realmente trouxe o jogo para a tela




Quando o assunto é adaptação de videogame para o cinema, dá aquele friozinho na barriga. Já vimos de tudo: produções que destruíram franquias queridas e outras que surpreenderam (e muito). No universo de Mortal Kombat, o histórico é bem misturado. O clássico dos anos 90 marcou uma geração, mas acumulou críticas pela liberdade e ousadia. O filme de 2021 tentou reiniciar a franquia, mas tropeçou ao criar Cole Young — um personagem completamente inventado para o cinema, sem nenhuma contraparte no jogo. O público sentiu, e reclamou bastante.

Se você parar pra pensar: estamos falando do filme de um jogo de luta. O lore não é dos mais complexos, mas tem suas camadas e histórias interessantes. No fim do dia, tudo gira em torno de um torneio de combate entre reinos. Exigir profundidade shakespeariana de uma adaptação assim é esperar demais — e o filme, felizmente, sabe disso muito bem.

O filme começa mostrando a origem de Kitana, vivida pela atriz Adeline Rudolph, revelando o que aconteceu em sua infância e como isso molda uma parte importante da história. Já nos primeiros minutos, o roteiro estabelece o que é o Mortal Kombat. Nisso, apresenta o deus do trovão Raiden (Tadanobu Asano) convocando seus campeões para defender o Plano Terreno de Shao Kahn (Martyn Ford), o tirano que comanda o Exoterra (Outworld) e está perto de conquistar os planos.

Faltando um campeão, entra o famoso ator de artes marciais Johnny Cage, interpretado por Karl Urban, que é recrutado a contragosto — ele mesmo não acredita em nada dessa história no começo. Depois que o grupo se forma, o combate realmente começa.

Não vou entrar em spoilers, mas posso garantir: se você for ao cinema com a expectativa correta — boas coreografias, efeitos especiais caprichados e um filme honestamente fiel ao jogo — vai sair muito feliz.

Mortal Kombat II entrega nas lutas. Exagerando um pouco: são uns 5 minutos de diálogo pra 20 minutos de briga, e assim vai. E isso é um elogio! Não há cenas longas de conversa que parecem encher linguiça, e o filme não tem medo de mostrar toda a ação que o público quer ver.

Publicidade