
O mercado da mobilidade elétrica vem produzindo uma miscelânea de veículos curiosos nos últimos tempos, desde triciclos para cargas a “velomóveis” para o ambiente urbano. A ponto de ficar bem difícil categorizá-los. Esse, por exemplo, é o caso do A-Ride, produzido pela empresa canadense Alpine Riding, que pode ser descrito como um crossover entre bicicleta elétrica e patinete.
À primeira vista, o veículo lembra uma e-bike off-road de pneu rechonchudo. No entanto, chegando mais perto, ele tecnicamente é um patinete com esteroides. “As rodas gigantes proporcionam recursos mais próximos de uma mountain bike, assim como a configuração da suspensão”, conta o jornalista Micah Toll, que fez uma resenha sobre o veículo para o site Electrek.
O A-Ride, na verdade, ainda é uma patinete porque, apesar do visual off-road, seu limite de velocidade ainda são de tenros 32 km/h — o que parece ser um aceno para agências reguladoras na União Europeia e na América do Norte. O veículo vem equipado com motor elétrico de 500 ou 1.000 W (dependendo da configuração) e possui autonomia de bateria para 80 quilômetros.
Um acelerador no guidão controla a potência do motor e um display colorido fornece leitura em tempo real dos dados de viagem, como velocidade, distância e carga de bateria.
Se não se trata de e-bike, nem patinete, o que seria o A-Ride? Na conceituação da Alpine Riding, um veículo do tipo commuter e versátil para o dia a dia. Commuter é uma palavra de difícil tradução para o português, mas se refere a um veículo para deslocamento diário com fins de trabalho, estudo ou moradia.
Ou seja, o A-Ride seria aquele patinete para, por exemplo, deixar as crianças na escola e, em seguida, passar na feira do bairro para comprar provisões para a semana ou mesmo ir ao trabalho.
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