Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Novo traje e braço robótico foram testados em caminhada espacial da Shenzhou 13

Novo traje e braço robótico foram testados em caminhada espacial da Shenzhou 13

Uma recente caminhada espacial da missão Shenzhou 13, a primeira realizada por uma mulher na história da China também serviu como teste para um novo traje de astronautas e instalação e avaliação de um braço mecânico no módulo Tianhe da estação espacial chinesa.

A ideia era a de colocar tudo isso à prova para que, em caminhadas futuras, todos os artefatos já tenham suas eficácias comprovadas e possam ser usados sem receio de falha – e ao que tudo indica, os astronautas (ou “taikonautas”) aprovaram tudo com honras.

Começando pelo braço robótico, que aliás era o objetivo principal da caminhada: ele se trata de uma estrutura alongada de cerca de 10 metros (m) de comprimento. Durante a caminhada foi instalado um conector de dois pontos que vai prendê-lo firmemente ao módulo Tianhe, mas a ideia é que ele seja usado em conjunto com um segundo braço, menor em tamanho e que ainda será enviado ao espaço junto do segundo módulo da estação, o Wentian.

Juntos, os braços serão capazes de manipular objetos massivos no espaço, de acordo com o engenheiro espacial Gao Sheng, que falou sobre ele à mídia estatal chinesa Xinhua. Entretanto, ele não deu números específicos, como capacidade de carga suportada ou se há alguma restrição quanto à natureza de materiais manipulados.

O trabalho de instalação do suporte do braço foi extenso, e precisou ser conduzido por um longo tempo fora da estação. Para isso, o comandante Zhai Zhigang e a auxiliar Wang Yaping utilizaram uma nova versão do traje Feitian (intituladas “Feitian-C”), atualizada para maior duração de suprimentos – cerca de oito horas ininterruptas durante atividades de caminhada – e maior adaptabilidade a corpos de proporções menores.

No caso, Yaping usou o traje com detalhes vermelhos, enquanto Zhigang vestiu a roupa com linhas alaranjadas. Com a vida útil estendida em muitas horas (a versão anterior do traje, criada em 2008, durava apenas 20 minutos), ambos conseguiram realizar o trabalho sem precisar voltar para a parte interna da estação.

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