Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Detritos espaciais descontrolados estão caindo na Terra; devemos nos preocupar?

Detritos espaciais descontrolados estão caindo na Terra; devemos nos preocupar?

Com o crescimento da indústria espacial, o acúmulo e – eventualmente – a queda de detritos espaciais da órbita terrestre causam preocupações. Na última semana, houve a reentrada descontrolada do foguete Long March 5B, da China, sobre a Malásia, e a queda de algumas partes de naves espaciais da missão Crew-1, da SpaceX, na região de Nova Gales do Sul. Ambos acontecimentos caíram em locais imprevistos pelos cientistas.

Enquanto os três foguetes Long March 5B, lançados pela China, foram deixados sem controle na órbita da Terra, os destroços da SpaceX eram monitorados e, teoricamente, deveriam queimar após a reentrada na atmosfera terrestre, porém, nem sempre as coisas saem como planejado.

Nesse momento, surge o questionamento: será que esses detritos podem atingir cidades ou pessoas? Será que eles são capazes de danificar estruturas? Como prever e controlar?

Com mais objetos indo e voltando do Espaço, e empresas e agências espaciais em todo o mundo em plena expansão, as chances de alguém ou algo ser atingido aumentam, principalmente quando não há controle dos objetos grandes que orbitam a Terra, como no caso dos foguetes chineses.

Em 1997, a norte-americana Lottie Williams foi atingida por uma objeto espacial do tamanho da mão dela, em Oklahoma, nos Estados Unidos. Na época, ela levou o material para as autoridades do país e eles concluíram que se tratava de uma parte do foguete Delta II. Lottie teve sorte, pois, segundo as estimativas feitas pelos cientistas, a chance de qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, ser atingida por detritos espaciais está na ordem uma em 10 mil. As chances de uma pessoa em particular ser atingida é de uma em 1 trilhão.

Há muitas variáveis por trás dessas estimativas. Os cientistas observam que as chances de objetos espaciais caírem em áreas possivelmente habitadas é de 20%, número que parece bem alto. Mas, ao considerar áreas com densidade populacional significativa, que são realmente habitadas, a probabilidade de lesão ou morte é bem menor.

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